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PESQUISA : TV É MIDIA QUENTE OU FRIA?

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A televisão é arte?

Para os que pensam como Chateau, “ ela não pode ser uma arte, na medida em que seus condicionamento sociocultural obriga a televisão a funcionar como uma mídia”. Ficou claro que não! Principalmente devido a televisão possuir : Continuidade, fluxo e repetição. Tornando-se uma rotina.

Já que o vídeo-arte não funciona como mídia, é considerado arte.

Para julgarmos esta frase é necessário determinar o conceito de televisão. A TV é um campo altamente dialético:

 MODALIDADE X FIXIDEZ 

MINÚSCULA TELA x TELA DE CINEMA

 Segundo a adoção de um ponto de vista o estatuto da televisão muda totalmente.

Se a multiplicação dos suportes de recepção diversifica o funcionamento midiático, outros fenômenos dão créditos à hipóteses de que a TV esta “ se desligando de seu modo midiático”. Emissões de fluxo (rotina) estão se transformando em programas de estoque.

Por exemplo: Na França esta ocorrendo a “ culturalização” que envolve L´ Ile aux enfants ( TF1, 1974) e ainda o Nulle part ailleurs (CANAL +, 1987) , no qual surgiram Alain Chabat e Bruno Garcia que hoje são atores de cinema.

A segunda questão, que sustenta a tentativa de definir a arte televisual é a partilha entre intenção e atenção.

Algumas parcelas da audiência transformam as transmissões ao vivo em obras de arte ( artística ). Logo indaga-se quem faz arte? Qual é a parcela da premissa ontológica do gênero do programa e de sua construção que é considerada como objeto de arte pelo telespectador?

Um exemplo é o programa “ Casa dos Artistas I ” exibido em 2001 pelo SBT. Foi fenômeno de audiência e em 2003 foi lançado o DVD ( boxe ) deste programa. Se o gênero “ reality show ” e o formato do programa esta ligado a efemeridade, marca do tempo real, essa emissão ( assisti-lo em DVD ) torna-se um programa fora do tempo, que assistimos pelo prazer de compreender as leis da sua composição, de repente dotados daquela eternidade que damos à obra de arte, ou melhor, a certas obras de arte.

Para seguir este raciocínio, deve-se tomar uma última precaução: Entender o que muda ao considerarmos uma emissão no ângulo da arte ou no ângulo da mídia.

Duas hipóteses podem ser formuladas, no formato das “ antinomias ” da razão pura de Kant:

1. Hipótese determinista à Condicionamento midiático que se impõe globalmente, de uma vez por todas, em considerar a TV do lado da arte ou do lado da mídia.

2. Hipótese da liberdade absoluta à O telespectador é livre de assistir a qualquer programa sob um desses 2 ângulos.

A complexidade em compreender se a televisão é arte ou não, existiu com o cinema também. No inicio o cinema oscilava entre sua utilização midiática e sua utilização artística. As salas especializadas projetavam continuadamente atualidades, analogamente como os canais de informações. Os primeiros “ filmadores” visavam de início trazer-nos o mundo numa poltrona.

Se o cinema virou arte - pôde pretender torna-se artístico - foi de um longo processo. Nos anos 10, tomou 2 caminhos diversos:

1. Institucionalização depois de múltiplas lutas: sessões excepcionais que põem fim à multiplicidade espaço-temporal da projeção, criação de um repertório, de uma biblioteca do cinema, construção de salas que privilegiam a relação “ olho-tela” (Pillet, 1912), surgimento de crítica, etc.

2. O das estratégias de alianças com as artes conhecidas: Teatros, romance, pintura e a música. Apesar dessa longa história, o cinema pertence ainda ao domínio do “ artístico condicional ” (Gérard Genette)

Literareidade à Constitutivo à Convenções genéricas e de tradições culturais de toda espécie.

à Condicional à Domínio de uma apreciação subjetiva, sempre substituível.

Um pintor de fim de semana pretende fazer arte a seu modo. Por outro lado, outras motivações diferentes levam o amador a tomar sua câmera para filmar tal ou tal cena do mundo. O que é verdadeiro no nível intenção é também no nível da atenção, pois o amigo do pintor amador julgará sua pintura em função de sua idéia de arte, o espectador do filme de família, em virtude de outros tantos critérios.

A condicional idade é mais forte para a televisão. Inicialmente é definida por sua atividade de transmissão - possue potencialmente todas as artes sem ser uma.

Quando passa um filme ou documentário sobre arte ou uma peça de teatro, ou uma adaptação literária será atribuído o valor de arte à linguagem pictórica, teatral, mas jamais à televisão em si.

Diante este confronto que rivaliza a concepção ontológica ( o que é arte ) da concepção institucional ( a TV responde as condições da arte ) fica a pergunta :

Para você a televisão é arte?

 

 

 

 

__________________________________ Referências Bibliográficas _______________

ACHARD, Laurent (2002). Libération, 11 abr.

JOST, François (2004). Seis lições sobre televisão. Porto Alegre: Sulinas.




Escrito por Albrecht às 23h33
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    Mesmo sabendo que nenhuma noticía é imparcial, tentarei debater um assunto complexo da forma mais simples e menos tendenciosa. Todos os estudantes de comunicação, ou melhor, a grande maioria são revoltosos contra o Império Global, porém paradoxalmente esta emissora é a primeira a ser procurada, por esses odiadores da vênus platinada, para emprego.

   Não quero debater aqui quais foram os meios utilizados para esta emissora conseguir a posição de hoje, o meu desejo é tentar demostrar uma questão que a mídia não comentou, seja por falta de poder ou por suborno, que é a falência da Rede Globo. Pode ser estranho, mas é verdade. Então vamos aos fatos. Todavia lembre-se que é apenas uma narrativa de acontecimentos e não um julgamente de moralidade.

 

Rede Globo, Falência?

 O escritor Roméro da Costa Machado em um de seus artigos para a Tribuna da Imprensa, em 1996 disse que as Organizações Globo estaria entrando em um processo de falência e que em dez anos (2006) estaria a beira do abismo. Quando o artigo fora publicado a mídia gozou de seus argumentos, dizendo ser um absurdo e que nada do que descrevera como rota de falência seria possível acontecer.

 Seu artigo defendia essa tese com argumentos de pessima administração, sendo comida e corroída por dentro, e que entre as mais de oitenta empresas do grupo nem vinte eram lucrativas. E o pior, prejuízos crônicos como rádios (80% dão prejuízo) e editora (que para cada ano de lucro tem dez de prejuízo) sequer podiam ser vendidas por se tratar de empresas estratégicas. E a própria galinha dos ovos de ouro (televisão aberta) vinha sendo pessimamente administrada, produzindo perdulariamente, por exemplo, capítulos de novela a cem mil dólares, quando jamais poderiam ultrapassar vinte mil dólares o capítulo.

 Esta estratégia de custos altos em cada capitulo de novela, foi pensada nessa lógica :Se um filme bom, para ser exibido em horário nobre, custa cem mil dólares e a Globo lucra com o filme mesmo custando tudo isso, logo os capítulos podem custar cem mil dólares. Só que esses "gênios" sequer raciocinaram que se os capítulos fossem produzidos a vinte mil dólares (e podem e devem ser produzidos a este custo) o lucro seria bem infinitamente maior.

 Casos perdulários como este das novelas pululavam aos magotes pela Globo, num show faraônico inimaginável, sempre partindo da premissa de que a Globo seria lucrativa eternamente. E até permitiu-se sonhos e arroubos beirando a loucura como a finada Tele Montecarlo e outros delírios do gênero.

 O Status quo e o egôcentrismo global não deixa seus diretores atentando para um detalhe muito importante, que o mesmo fator que havia impulsionado a lucratividade da Globo seria o mesmo que vestido de algoz conduziria a Globo à falência. Ou seja, o avanço tecnológico. Isto porque o avanço tecnológico representa opção, e qualquer opção que inclua a líder Globo implica em perda da própria líder. Vale dizer: O controle remoto, a antena parabólica, o vídeo cassete, o DVD, a Internet, a Tv a cabo, etc, tudo isso representa alternativa e perda de audiência e de faturamento para a Globo.

 Ao invés da Globo focar nesta questão, entendê-la, e arranjar saídas, a Globo arrogantemente aprofundou a crise, contratou uma "especialista em falência (Mappin / Mesbla) e enfiou-se num beco sem saída de uma dívida impagável de cerca de dez bilhões de dólares, que nem em trinta anos a Globo conseguirá pagar esta dívida, mesmo com juros de pai para filho.

Com recursos próprios é inimaginável saldar a dívida. Atrair parceiros para dividir o prejuízo é improvável, pois existem poucos ricos burros e estúpidos herdeiros de império dispostos a perder tanto dinheiro a troco de nada. Resta à Globo explorar mais e mais a única saída possível: o Governo.

Só o governo, através do BNDES, Caixa Econômica, Banco do Brasil, Banco Central, fundos orçamentários e demais verbas públicas é que podem salvar a Globo da irremediável falência.

  Esses dados foram divulgados pela Price Waterhouse Coopers - Auditores Independentes, assinado por William J.N. Graham. No início de 2002 era de TRÊS BILHÕES, QUINHENTOS E OITENTA E TRÊS MILHÕES DE DÓLARES. Ou seja, mais de DEZ BILHÕES de reais. A divida foi paga pelo governo Brasileiro, com dinheiro que deveria ser investido em serviços públicos.

   Fica a pergunta, este pagamento foi ilicito? Será que a falencia da Rede Globo pode desestruturar a cultura e sociedade nacional? Se fosse uma outra emissora: SBT, Record, Band e Rede TV o governo faria a mesma ação? O que a Rede Globo possui com os poderes nacionais que faz com que o Estado tenha medo dela? A mídia escrita , como a veja que possui edição de 1.000.000,00 de exemplares semanais se calou , porque? São questões que necessitam de reflexões mais complexas, e como prometi iria debater de forma simples um dilema dialético.

    Entrando no campo pessoal de opinião, não vejo a Globo como demonio, pois não acredito no maniqueismo, logo não a vejo como anjo. Acredito simplesmente que como conseguiu ter esse poder de influência deve aproveitar esses privilégio. Sou contra a surdina das ações. Seria mais digno e verossímil as organizações declarar sua falência e mostrar que o governo, ou seja, o povo Brasileiro salvou uma instituição privada. Porque não fazer um plebiscito com o tema : O Estado deve usar dinheiro público para salvar instituições privadas? Pois em um governo Neo-liberal é uma metida paradoxal. Enfim, a salvação foi feita, portanto vamos nos deliciar com a programação dessa emissora, que é ainda a melhor do Brasil.


 

 



Escrito por Albrecht às 03h14
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FANTASIA?

       Começou à meia noite e quarenta e o oito minutos do dia 30 de outubro de 2007 o programa Fantasia, a nova aposta do SBT para liderar nas madrugadas. A Rede Globo no mesmo horário transmite o programa do Jô e logo após o Intercine, a Rede Record coloca no ar Filmes e programas religiosos, A noite é uma criança preenche a madrugada da Bandeirantes e um programa semelhante ao fantasia esta ocupando o espaço da Rede Tv. Nota-se que a madrugada realmente necessitava de algo novo, ou melhor ainda necessita, porque este Fantasia de fantástico não tem nada.

        Vou tentar criticar com consciência e “sapiência“, na medida do possível! O programa começa com uma repetição do antigo fantasia apenas escurecido para remeter a noite. As meninas pseudos modelos entrando no palco e logo em seguido os 3 patetas, ops, apresentadores ( nesse momento realmente faltou ética na minha critica ): Caco, Helen e Luis são os comandantes desse navio que torço para afundar.

          A minha torcida é devido sabermos da crise que existe hoje no Sbt e quando pensamos que seus funcionários irão divulgar um produto com entretenimento e qualidade para tentar amenizar esse “mal tempo” caímos do cavalo,

         Logo de início a qualidade do microfone do apresentador Caco Rodrigues era péssima, não se entendia nada e justamente ele foi o escolhido pela produção para começar a comandar a primeira brincadeira, que alias, muito mal escolhida, era a brincadeira do passa a bola, na qual a verdadeira intenção é exibir peitos de mulheres com vozes irritantes e tentando ser sexy. Alias será que o SBT ainda tem produção?

       Pois como permitem de madrugada deixar essas mulheres cantarem como se estivessem em Karaokê! Isso é um crime com o telespectador.

       A Helen apresentou a segunda prova e se atrapalhou toda para explicar um simples jogo da velha, será que esta faltando uma explicação didática para as provas? Vou dar uma idéia aos diretores do programa, porque não gravam com as meninas do fantasia, chamadas explicando as provas, e para atrair o telespectador colocá-las com menos roupa ainda.

       Deixando a estética e indo para a essência a Sinonímia com que falam o número do telefone para nós ligarmos deixa claro o caráter comercial do programa e o paradoxal é que justamente a linha telefônica ser a via de ligação e o item principal para a vitalidade do programa esta com problemas operacionais.

          De qualquer forma o Fantasia foi para o ar, espero que melhorem esses aspectos do programa. Eu como critico peço isenção para qualificar o programa, mas como um telespectador ansioso por novidades dou zero a essa re-estréia do SBT e fica a minha FANTASIA de ver em breve na televisão um produto bom.




Escrito por Albrecht às 02h30
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Criticar como?

Quando você inicia seus estudos em cinema, encontra um amplo acervo de livros de teorias, no entanto para um estudioso em televisão isto não ocorre. E por essa falta de material de base, a maioria das “ criticas” realizadas sobre este meio cai no campo da sociologia ou fica marginalizado nos comentários fúteis de bastidores e fofocas.

Para tentar ajudar a você, que vêem a esse blog com o compromisso de entender e analisar melhor esse meio tão complexo, vamos listar algumas pessoas e alguns programas que são bases para entender o que é fazer televisão.

Muitos pseudos-críticos quando estréia um programa “novo” na televisão escrevem falando da novidade. No entanto, eles não tem bagagem histórica e na grande maioria das vezes esquecem que este programa não se passa de uma cópia ou atualização de um programa já existente.

Lista básica de Profissionais em televisão.

Walter Clark

Empresário de comunicação. Paulistano, nascido em 1936. Iniciou a carreira como redator da Rádio Tamoio em 1952. Em televisão começou como assistente de direção comercial em 1956 e acabou dirigindo a TV Rio. Entrou para a TV Globo em 1965, foi diretor geral da Globo/Rj e, a partir de 1967, implantou e foi diretor geral da Rede Globo.

Fernando Barbosa Lima

Jornalista, produtor independente e diretor de televisão. Carioca, nasceu em 1933. Começou na TV Rio como diretor do programa Cruzeiro Musical e só nessa emissora dirigiu mais de três mil eventos. Criou e dirigiu programas que viraram marcos na história da televisão.

Em breve, vamos conhecer mais autores que são bases para a crítica televisiva.

 

Como estamos debatendo o assunto crítica, não podemos deixar de comentar o atual panorama da televisão nacional. A Rede Record vem tentando se consolidar com a segunda posição que é do SBT, no entanto a diferença esta mínima e concomitantemente não para de desafiar a Rede Globo com provocações em sua programação e nos bastidores. Compreendo que é essencial uma emissora querer crescer, porém acho valido que exista ética e respeito nessa vontade de vencer. E infelizmente é isso que esta faltando para a Rede Record, antes de se vangloriar de sua “ atual “ posição, tente se firma. Pois dar passos mais largos que a perna e sem dúvida provocar uma queda.

Vejamos alguns pontos de audiência nessa terça-feira ( 17/10/2007 ):

Programa

Rede Globo

SBT

Record

Bandeirantes

Rede TV

Hoje em dia

7,6

5,3

5,3

0,9

0,7

Programa da Tarde

18,7

3,9

3,2

1,7

1,4

Caminhos do Coração

32,8

6,2

12,9

2,1

2,8

Simple Life

19,5

8,7

11

4,1

4,4

 

Horários dos programas:

Hoje em dia 8:40 as 12:00

Programa da Tarde 15:02 as 16: 57

Caminhos do Coração 21:49 as 22:48

Simple Life 22:49 as 23:52

Vamos dar destaque a Audiência da Novela Duas Caras que obteve média de 39,5 pontos.

Ainda sobre audiência, continuamos a pesquisa em cima do programa da Adriane Galisteu, Charme. Nesta semana , até ontem a audiência foi:

 

Programa

Segunda (15 /10)

Terça (16/10)

Quarta (17/10)

Quinta (18/10)

Sexta (19/10)

Charme

2,4

3

 

 

Voltando a Critica, selecionamos 1 programas que devemos ter conhecimento para realizar critica e tecer comentários.

Armação Ilimitada, Seriado apresentado pela TV Globo que estreou em 17 de maio de 1985. A história narra as aventuras de um grupo jovem como sátira aos programas de super-herói. Com uma edição ágil, o seriado apresenta a linguagem de videoclipe destinada ao publico juvenil.




Escrito por Albrecht às 15h58
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Análise da audiência do programa Charme, Adriane Galistel - SBT

Semana 8/10 até 12/10

Charme

Segunda (8/10)

Terça (9/10)

Quarta (10/10)

Quinta (11/10)

Sexta (12/10)

4,4

1,8

3,7

3

3

 

   Indíce parcial de audiência variante:

InPv = 4,4 - 1,8

InPv = 2,6

   Soma de todas as audiências:

St = 4,4 + 1,8 + 3,7 + 3 + 3 = 15,9

   Percentagem de Audiência Variante:

%PV = 2,6/15,9 x 100 = 16,35% de público variante.

Na semana anterior a mudança de formato do programa, a audiência não cativa(variante) era de 7,42 %. Muito inferior ao da semana da mudança, que tem a porcentagem de 16,35%, mas este alto numero é justificado pela mudança, o que atrai muitos curiosos, visto a audiência que foge ao "trilho" de segunda-feira (8/10) 4,4 pontos. Para um estudo válido, vamos acompanhar essa semana e depois tecer os comentários.


 



Escrito por Albrecht às 21h52
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   Continuando a nossa pesquisa do programa Charme de Adriane Galistel, vamos ver a audiência desta semana e a margem de público variante.

  Esta semana:

Charme

Segunda (8/10)

Terça (9/10)

Quarta (10/10)

Quinta (11/10)

Sexta (12/10)

4,4

1,8

3,7

 

Fazendo o Índice parcial de audiência variante, temos até quarta feira:

InPv = 4,4 - 1,8

InPv = 2,6

St = 4,4 + 1,8 + 3,7 = 9,9 pontos

%PV = 1,8/9,9 x 100 = 18,18 % até o momento de público variante.

 

  Semana passada:

 



Escrito por Albrecht às 17h13
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Segunda parte : Conceito de Interatividade

          Na primeira parte desta matéria foi citada alguns termos que não foram explicados, portanto antes de continuarmos a tecer o assunto, é bom compreender o que vem a ser:

Interruptabilidade: Cada um dos participantes deve ter a capacidade de interromper o processo e ter a possibilidade de atuar quando bem entender. Esse modelo de interação estaria mais para uma conversa do que para uma palestra.

Granularidade: Refere-se ao menos elemento após o qual se pode interromper. Em uma conversa, poderia ser uma frase, uma palavra, ou ainda, como é de costume, responder à interrupção com um balançar da cabeça, ou com frases do tipo “ já respondo sua pergunta “.

Degradação Suave: Refere-se ao comportamento de uma instancia do sistema quando este não tem a resposta para uma indagação. Quando isso ocorrer, o outro participante não deve ficar sem resposta, nem o sistema deve se desligar.

Previsão Limitada: Existe uma dificuldade em programar todas as indagações possíveis. Apesar disso, um sistema interativo deve prever todas as instancias possíveis de ocorrência.

Não-default: O sistema não deve força a direção a ser seguida pelo participante.

Após essa retomada do assunto, podemos continuar. A interatividade na televisão possui vários níveis. Que podemos classificar de 0 a 4. O nível 0 é da televisão preto e branco, na qual existiam apenas 2 canais e a ação do telespectador resume-se a ligar e desligar o aparelho, regular o brilho, contraste, volume e trocar de canal.

O nível 1 surge com a televisão colorida, fazendo aumentar o números de canais disponíveis e a chegada do controle remoto, que proporciona o conceito de Zapping. Ele facilita o controle que o telespectador tem sobre o aparelho.

Já o nível 2 é quando acoplamos equipamentos periféricos em nossa televisão, como exemplo o DVD, Videocassete e videogames. O telespectador ganha novas tecnologias para apropriar-se do televisor, podendo agora também ver vídeos, jogar, gravar programas e vê-los quando quiser..

No nível 3 aparecem sinais de interatividade. O telespectador pode interferir no conteúdo por meio de telefonemas - Big Brother Brasil, Você Decide, fax, celular ou correio eletrônico.

O nível 4 é o estagio da televisão interativa, em que se pode participar do conteúdo a parti da rede telemática em tempo real, escolhendo ângulos de câmeras, diferentes encaminhamentos das informações e etc.

APESAR DO NÍVEL 4 SER CONSIDERADO TV INTERATIVA, O TELESPECTADOR AINDA NÃO TEM CONTROLE TOTAL SOBRE A PROGRAMAÇÃO. ELE APENAS REAGE A IMPULSOS E CAMINHOS PREDEFINIDOS PELO TRANSMISSOR. ISSO AINDA NÃO É TV INTERATIVA , POIS CONTRADIZ A CARACTERISTICA DO “ NÃO-DEFAULT”.

Após essa leitura fica a pergunta, a TV de hoje você considera interativa? Na terceira e ultima parte dessa matérias, iremos notar que especialistas definem que ainda faltam os níveis 5, 6 e 7.

 


Durante a semana, vamos analisar a audiência do programa Charme, transmitido pelo SBT e comandado pela Adriane Galisteu. O programa nessa semana sofreu modificação devido ordens do Silvio Santos e vamos tentar descobrir se as mudanças foram positivas ou não. Para isso faremos um estudo simples de comparação da audiência da semana anterior a mudança, da semana da mudança e finalmente da primeira semana pós mudanças.
Para a nossa pesquisa vamos utilizar o método da Variação de audiência, que vamos calcular da seguinte forma:

Veja exemplo explicativo já da semana anterior a mudança:

 

Programa

Segunda ( 1/10 )

Terça (2/10)

Quarta (3/10)

Quinta (4/10)

Sexta (5/10)

Charme

3

2

3

3

2,8

 

Para se calcular o índice de público variante, faz se a simples conta de pegar a maior audiência e subtrair da menor audiência.

InPv = 3 - 2

InPv = 1 ponto.

Agora vamos somar a audiência de todos os dias, para possuirmos a audiência geral do programa.

St = 3 + 2 + 3 + 3 + 2,8

St = 13,8 pontos.

Faz se agora o calculo da percentagem de InPv sobre a soma total

%Pv = 1/13,8 x 100 =

%Pv = 7,24 %

Conclui que 7,24 percento do público é não cativo, ou seja que assiste esporadicamente o programa. E um diretor tem que tentar cativar essa gama de telespectadores e torná-los fiel ao programa.

Nesta semana a audiência esta :

Segunda-feira : 4,4 pontos.



Escrito por Albrecht às 21h00
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  Nesta segunda - feira, 9 de outubro. A audiência das emissoras foi:

Globo – 18,9
Record – 7,2
SBT – 5,8
Band – 2,5
Cultura – 1,7
RedeTV –  1,4

    A Rede Record conseguiu ficar em segundo lugar o dia todo e esta se confirmando a sua meta, a vice-liderança. Porém analisando mais de perto, nota-se que esta pontuação é devido o periodo noturno, porque de manhã e de tarde o SBT ainda tem a vice-liderança veja quadro:

Manhã (07:00 às 11:59)

Globo – 7,5
SBT – 6,0
Record – 5,4
Cultura – 1,3
Band – 0,7
RedeTV! –  0,6

Tarde (12:00 às 17:59)

Globo – 16,2
SBT – 6,8
Record – 5,6
Band – 2,5
Cultura – 2,3
RedeTV! – 0,9

Noite (18:00 às 00:00)

Globo – 31,1
Record – 10,3
SBT – 4,6
Band – 4,1
RedeTV! – 2,6
Cultura – 1,4


   Antes de encerrar, tenho que fazer uma observação: O programa da Hebe esta urgentemente necessitando de mudanças estruturais, sua audiência foi de 4,9 contra 29,4 do Tela Quente.

   Ainda hoje a segunda parte da materia TV interativa. Não deixe de votar na enquete do site.



Escrito por Albrecht às 11h57
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   Vamos falar sobre o assunto que agrada a todos, IBOPE. Porém antes vamos entender alguns números.

Cada ponto do Ibope equivale: 52,3 mil domicílios na Grande SP.

    Ontem, domingo (06) de outubro a audiência das 3 principal emissoras foram:

Rede Globo : 17,9.

   Vale dar destaque ao Futebol que conseguiu a média de 26,7 pontos no periodo que foi transmitido [ 15:48 - 18:01 ]

   O Domingão do Faustão teve média de 22,5 pontos. Com destaque aos seguintes quadros:

18:02 18:09 DANCA DAS CRIANCAS 27,0
18:09 18:38 SE VIRA NOS TRINTA 21,7
18:39 18:50 CONVIDADO - NATIRUTS 19,3
18:50 18:55 MUSICAL - NATIRUTS 19,6
19:02 20:17 DANCA NO GELO 22,9
20:21 20:30 VIDEO CASSETADA 25,1

  O Fantástico que esta passando por um periodo de baixa audiência marcou 23,6 pontos tendo como destaque o quadro ETIQUETA URBANA com 25,4 pontos.


  SBT teve média geral de 7,9 pontos.

  Destaque para o programa Domingo Legal que obteve 12,6 pontos. Vamos analisar a audiencia de cada quadro:

17:31 17:37 TV OFUXICO - 8,1
17:47 18:32 AS ULTIMAS NOV MUND BRIQUEDOS - 9,4
18:32 18:57 TROCANDO AS BOLAS - 13,1
18:57 19:14 DEVO NAO NEGO PAGO SE PUDER - 11,1
19:22 19:56 A HISTORIA DO VESTIDO DE NOIVA - 11,7
19:56 20:27 QUER CASAR COMIGO DE NOVO - 13,0
20:30 20:55 DE VOLTA PARA MINHA TERRA - 16,0
20:55 21:03 UM CASAMENTO INUSITADO - 17,2
21:03 21:35 A DIVERTIDA PISCINA DE AMIDO - 17,9

   E destaque também a sessão 8 e meia no cinema que obteve média de 12,6 pontos. Com os filmes :

21:40 22:47 TOM E JERRY - 13,1
22:47 00:05 SCOOBY DOO - 12,2


  A Rede Record ficou com média 7,1 pontos.

   O destaque de sua programação esta para o Domingo Espetacular que obteve 10,9 pontos, das 18:34 - 21:11. Audiencias das reportagens:

18:43 18:49 CAMERA EM ACAO - 11,0
18:49 19:01 SELVAGEM AO EXTREMO - 10,7
19:07 19:12 SAUDE NA MESA - 9,0
19:16 19:23 GIRO DOS FAMOSOS - 10,0
19:27 19:32 MISTERIOS DO CORPO - 9,6
20:09 20:15 60 MINUTES - 11,6
20:15 20:28 GENESE DA VIDA - 13,2
20:58 21:11 REPORTAGEM DA SEMANA - 13,2

  E o Seriado Heroes marcou 8,6 pontos. Uma queda de audiência.


    Porém o que foi mais comentado no Domingo inteiro foi o quadro da piscina de amido do programa Domingo Legal do SBT. Não vejo motivos para tanta crítica, acredito que souberam dosar a curiosidade com o engraçado. Embora concorde que ficaram muito tempo com a atração, mas a televisão é assim, se o público brasileiro gosta de assistir a coisas inúteis, como ver pessoas passando de um lado para outro por cima do amido, sem ao menos explicar o porque desse resultado, vamos dar essas imagens ao telespectador. Que alias tinha escolha de ver algo melhor. Por exemplo no mesmo momento estava na Rede Globo passando o Fantástico quadros como CENTRAL DA PERIFERIA e PLANETA TERRA que juntos deram no periodo em que o Gugu mostrava a sua piscina de amido 22,4 pontos de audiencia. Ou seja, estavam liderando com pouco diferença ( 4,5 pontos ). Neste momento fica a pergunta: SERÁ QUE O PUBLICO QUE ASSISTIU AO DOMINGO LEGAL, O QUADRO DA PISCINA DO AMIDO, AO MENOS SABE O QUE É AMIDO?

       Logo colocaremos a segunda parte da matéria : Conceito de Interatividade ( 2 parte )



Escrito por Albrecht às 19h37
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Conceito de Interatividade (1 parte)

   Muito se fala que a Tv Digital irá vir juntamente com a interatividade, porém o que vem a ser esse conceito? Para compreende-lo de forma correta temos que primeiro distinguir o que vem a ser INTERAÇÃO de INTERATIVIDADE.

Interação = Conceito antigo, remoto. Que existe sempre que 2 ou mais entes (pessoas) estão atuando.

Interatividade = Conceito novo, moderno. Necessita sempre de um intermediário eletronico, por exemplo o computador.

   A interatividade surge como conceito na década de 60 com a Arte Pop. Pois a arte pop tem como características principais a interpenetrabilidade e a fusão do Sujeito - Objeto (Obra).  Em 1960 existe a convergência entre Arte + Ciência + Tecnologia. A Arte não deve ser apenas contemplada pela visão, e sim, deve ser " penetrada" pelo público que passa a ser participante. Artistas como Lygia Clark e Hélio Oiticica são exemplos desse movimento.

 ( Lygia Clark, The I and the You: Clothing-Body-Clothing Series, 1967 )

  No entanto o conceito de interatividade necessita também da contribuição da computação. Pois se assemelha muito com o conceito de mídias interativas. ( Usuário - Computador ). A melhoria da qualidade dessa relação tornou possivel a interatividade, graças a mecanismo como o mouse e o teclado que substituiram os cartões perfuradores.

  Para algo ser considerado Interativo, é necessário possuir esses conceitos:

* Interruptabilidade

* Granularidade

* Degradação Suave

* Previsão Limitada

* Não- default

( Esses conceitos serão explicados melhor em outra matéria )

    E a interatividade divide-se em Niveis:

I. Reativo = Pouco controle na estrutura do conteúdo

II. Coativo = Controla sequência, ritmo e o estilo

III. Pró-Ativo = Controla a estrutura e o conteúdo.

    Mchulan em 1964 já falava em interatividade, porém as dividia em Midias Frias ( possuidoras de interatividade ) e Midias Quentes ( Nenhuma ou pouca Interatividade ).

      Após a leitura dessa primeira parte, fica a pergunta: A televisão atual é uma Mídia Fria ou Quente? Será que os programas ditos interativos realmente podem possuir essa assinatura?



Escrito por Albrecht às 02h09
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A situação da sociedade atual com relação aos sistemas comunicativos.

 

O governo Brasileiro quer resolver um problema usando a TV digital que muita gente nunca ouviu falar: a exclusão digital. Segundo especialistas , a exclusão digital é responsável por outro problema, a exclusão social.

Isto ocorre porque atualmente é essencial a sociedade ter meios para obter as informações, e estes meios são todos tecnológicos, ou seja, sem os aparelhos para adquerir a informação estas pessoas ficam a margem da sociedade, resultando a exclusão social. Para tal basta tentar imaginar como seria nossas vidas sem a televisão, o rádio e para 7,5% dos privilegiados a internet.

Além da TV digital, o governo brasileiro aposto no Serviço de Comunicação Digital (SCD), para resolver esses problemas; porém, com metas que vão um pouco além da simples inclusão digital/social.

Agora fica a pergunta: Como chegamos ao ponto de depender tanto da tecnologia?

Porque se pensarmos que alguns séculos atrás a oralidade predominava, como ainda predomina em boa parte da cultura brasileira, por que a informação escrita adquiriu semelhante importância?

Para entendermos e conseguirmos uma completa resposta, vamos mergulhar na história do mundo. Ao fim da segunda Guerra Mundial, dá-se inicio uma mudança das estruturas políticas, econômicas, sociais e culturais. Isto devido o termino da Segunda Guerra Mundial ter deixado um panorama de bipolaridade no mundo. Uma parte Capitalista e outra Socialista , a Guerra Fria, e neste contexto de guerra ideologia a comunicação teve uma grande evolução. O Computador eletrônico, criado por volta de 1945, iniciou uma série de revoluções: na arte de fazer guerra, na vida das empresas, nas relações internacionais, ao dar origem à Arpanet, que tornou-se a internet. Portanto nota-se que esta tecnologia esta aparentemente diminuindo o mundo, ao passo que esta encurtando as distancias de relacionamentos.

Porém, essa processo não é homogêneo. No Brasil menos de 10% das pessoas possuem computador, e, desses, apenas 7,5% tem acesso a internet. Isto faz-se criar a exclusão digital e o problema passa para a exclusão social, quando percebe-se que a informação adquiriu no mundo contemporâneo uma importância impar.

É certo que a falta de democratização da informação não é parte somente da modernidade. Este problema esta presente desde o período feudal - informação nas mãos da igreja. Quando Gutenberg introduziu os tipos móveis no mundo ocidental, ele provavelmente acreditava que seriam usados para resolver inúmeros problemas e permitir o acesso das pessoas à leitura e ao conhecimento, Não imaginava que esta tecnologia iria aumentar a estratificação social, ao distinguir os que possuem acesso a informação dos que não. Os tipos móveis trouxeram para perto a informação antes longe e inacessíveis.

Se os tipos moveis de Gutenberg aproximaram a informação das pessoas, a internet apenas deu seqüência a esse fato.

Essa terceira revolução tecnológica criou uma nova relação capitalista: A informação se tornou mais importante que o capital. A primeira revolução industrial elevou o capital, tornando-se mais importante que a mão-de-obra. A segunda consolidou esse processo. Porém, a terceira, ainda em curso, sobrepôs o conhecimento ao capital, através da informação. É a era do Conhecimento, onde o mundo gira em torno da informação.

Entender o conceito de capital.

O Capital - Karl Marx

 

“ Há formas bastantes diversas de renda, que podem todavia ser classificadas em três grupos:

* O Capital - rende a cada ano ao capitalista um lucro.

* A terra - rende ao proprietário rural uma rende fundiária.

* Força de trabalho -em condição de normais e enquanto permanece útil rende um salário ao operário”

As telecomunicações é papel fundamental nesse processo. Graças aos avanços dessa área foi possível conectar o mundo numa grande rede e disponibilizar toda informação imaginável para quem quiser e puder acessá-la. Mas esta revolução não fica presa somente a internet. O rádio e a Televisão, muito mais antigos, iniciaram o processo ao aproximar as pessoas, ao tornarem possível a geração de uma identidade nacional durante a década de 30, no caso o rádio, e a parti da década de 60, com a TV.

O que caracteriza a exclusão Digital?

Todo processo ocorrido até o momento privou a maior parte da sociedade do acesso a um computador, a uma linha telefônica e a um provedor de acesso, os três pilares da inclusão digital”

Fica neste momento para vocês a pergunta a televisão Digital irá diminuir a exclusão digital e social?

 

  



Escrito por Albrecht às 22h59
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